Tua estirpe habitara alcândoras divinas.
Com pés de prata e anil desceste antigos tempos.
E em minhas mãos pousaste, e o silêncio explicou-se
por tua voz, que era de nunca e era de sempre.
Nomes de estrelas vinham sobre as tuas asas,
e era o teu corpo uma ampulheta pressurosa.
Entre as nuvens Procuro o último azul que foste...
Mas, de tanto saber, nada mais se deplora.
Como te penso tanto, e tão longe procuro
tua música além das nuvens, não te esqueças
que posso estar um dia, em lágrima extraviada,
pólen do céu brilhando entre os altos planetas.
Mas não voltes aqui, pois é pesado e triste
o humano clima, para o teu destino aéreo.
Eu mal te posso amar, com o sonho do meu corpo
condenado a este chão e sem gosto terrestre.
Uau! fiquei de boca aberta...
ResponderExcluirParabéns pelo blog, estou me deliciando por aqui...
beijão
OI gil seu blog é uma parte importante junto ao da Missão Sementes, valeu a post e esperamos a próxima, beijão.
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